Bola de neve

Monday, September 24, 2007

Porque vc nao entende meu sotaque portugues

Maybe it was because of the summer. The sun. The warmth. Assume, yes, it was the warmth, the body warmth. First, everything got colorful, the colors got changed. . It's came with April "waters", oppening the summer. And the promise of life in my heart. It's wood, it's rock, when is the end of the way?
The introduction waas supposed to be about the time. The time that goes much faster here, in the upper side of the world. If the the time is real or virtual, i will never know. And I wouldn't want to know, or I wouldn't been living my own puzzle reality. Where I try to match my pieces.
It arrived on the right time. It brought the words, the gestures, the songs. Everything got lighter, made more sense. Thinking about the long winter days, cold and opaque? This winter I'll wake up smiling to the birds, singing to my two little flowers and sighing how much the life is beautiful, the sun, the yellow highway. And the waves, the waves, the waves. Morning with mocha and croissant.
And when January comes, in the lower part of the globe, the time will go slow. Will the summer bring long cold and opaque days?? Behind the truck only dead people can't go.
There, where it's not allowed to walk down the streets without activate the "dangerous" button, I'll figure myself out. And I'll find my feelings out. And I'll hide my words.
"I watched, as if I was my own audience, the useless fight that my heart got in to do not allow myself getting seduced for somebody who didn't belong to my world. I applauded when the reason lost the battle and the only chance I had was surrendering, assuming that I was in love."

Thursday, September 20, 2007

Ela estava ali, mais uma vez entre palavras monodigitadas. Nunca teve muito talento. E se um dia teve, deixou esvair-se em algum lugar entre a farda do colegio e a passagem do aviao. Por muito tempo eles chegaram a pensar que a lideranca era um grande talento que possuia. E a determinacao. Ela desconfiava que ha muito tempo vinha sendo possuida. Por todas as respostas vazias. Talvez por isso nunca tivesse se exorcizado. A dona das respostas e das razoes precisava achar o caminho do seu proprio avesso.



Foi preciso entrar no aviao. Lagrimas, 5 minutos e uma barra de cereal. Dona determinacao havia acordado. Ah! Continuaria uma rocha. Usaria-se de outra lingua para expressar sua possessao. Funcionou com o boneco de neve, funcionou com as montanhas austriacas, chegou perto de funcionar durante uma falsa revolucao cubana. Mexico, Israel, Brasil. Sentia-se so. Possessa de si mesma e de seus proprios pensamentos. Nada sabia.

Releia quando chegar

Lençol de girassóis
Briza Mulatinho


Acordou de madrugada, com o barulho de chuva na janela. Uma chuva fininha e passageira. Ficou ali parada, olhando os carros que passavam apressados, mesmo já tão tarde. E percebeu que o mesmo pensamento que a acompanhava antes de deitar continuava lhe fazendo companhia. Só então se deu conta que não tinha nenhum controle sobre isso. Que não era ela quem estava no comando. Era o pensamento que a absorvia e lhe prendia como uma teia gigante. Talvez, se fizesse algum esforço, conseguisse escapar e sair dali correndo pra bem longe. Mas ela não queria. Ela se enrolava na teia e ria. Pensando num apartamento, que por algumas horas foi o centro do Universo. Um Universo paralelo. Onde havia música e o olhar dele que falava mais alto que qualquer palavra. Onde o frio na barriga era o contraponto do calor na pele. E o medo, o contraponto do desejo. Medo de estragar tudo. Medo de ir além. Medo de acabar com o encanto. Um passo em falso e a queda livre... E era difícil caminhar assim de olhos fechados. Sem respostas, sem certezas, só seguindo a intuição. Ela continuou andando no escuro. Até ficar frente a frente com aquele olhar. Que incendiava. Achou graça por pensar que poderia ser diferente. Por acreditar que, de alguma forma, o destino pudesse lhe pregar uma peça e levá-la a outro canto. E foi assim que, em meio à confusão e à surpresa, tudo desapareceu. O tempo, o espaço, o mundo lá fora. Sumiram. Como num passe de mágica. Só havia aquele lugar e aquele momento. Mais nada. A vida derretia, se desfazia. Se transformava em luz e cor. Quando deitou no lençol de girassóis, a razão despertou. Numa fração de segundos, o pensamento se encheu de nãos. Levantou, pegou a bolsa e fez a última coisa que queria fazer: foi embora, sem saber que já não tinha pra onde ir.

Wednesday, September 19, 2007

Ai, ai, life is beautiful

Foi talvez por causa do verao. O sol. O calor. Assuma, foi sim o calor, o calor humano. Primeiro tudo ficou florido, tudo mudou de cor. Chegou junto com as aguas de abril, abrindo o verao. E a promessa de vida no meu coracao. Eh pau, eh pedra, quando sera o fim do caminho?

A introducao era pra ser sobre o tempo. O tempo que passa muito mais rapido aqui do lado de cima do globo. Se o tempo eh real ou virtual, nunca saberei. E nem quereria, ou nao estaria vivendo minha propria realidade-mosaico. Onde eu mesma tento juntar meus pedacos.

Chegou na hora certa. Trouxe as palavras, os gestos, as cancoes. Tudo ficou mais leve, deu mais sentido. Pensar no inverno de dias longos, frios e opacos? Este inverno eu acordarei sorrindo pros passaros, cantando pra minhas duas plantinhas e suspirando o quanto a vida bela, o sol, a estrada amarela. E as ondas, as ondas, as ondas. Manhas de mocha e croissant.

E quando janeiro chegar... do lado debaixo do globo, o tempo passara arrastado, o verao tera dias frios, longos e opacos? Atras do trio eletrico so nao vai quem ja morreu.

La, onde nao se pode andar pelas ruas sem ativar o botao "perigo", eu descobrirei a mim mesma. E encontrarei os meus sentimentos. E esconderei minhas palavras.

"Assisti, como se fosse expectador de mim propio, a luta inutil que meu coracao travou pra nao me deixar seduzir por alguem que nao pertencia ao meu mundo. Aplaudi quando a razao perdeu a batalha e a unica alternativa que me restou foi entregar-me, aceitar que estava apaixonado."

Wake up!

E boa viagem.