Bola de neve

Monday, May 03, 2010

Escrever não é como se aprende na escola. Não basta um curso de caligrafia, letras bem arredondadas e vogais combinadas. É uma verdadeira arte. Ou se nasce possuidor de um invólucro laranja brilhante que inspira bons contos e versos, ou se acumula angústias na vida que extrapolem à condição da alma e mereçam ir para o papel. Não tem para onde correr, ser artista é assim: tem que haver uma angústia, uma incompreensão que saia do fundo da alma e implore para ganhar vida através das palavras. Assim são os músicos, os poetas, os cineastas: seres incompreendidos, em constante reflexão.
Talvez por isso eu nunca tenha tido inclinação para as artes. E não me refiro aqui às mais sublimes. Coisas simples mesmo, tarefas cotidianas. Artesanato, confecção de bijuterias, flores de papel. Tentativas vãs e desinteressadas. A verdade é que sempre busquei respostas aos meus questionamentos e às minhas reflexões, sempre com os pés na terra. Nada mais justo: capricórnio, signo de terra, fincado no chão.
E não vou mudar. Aconteça o que acontecer. Amores vêm e vão, o aprendizado fica, e os ideais acompanham. Uma mudança é necessária sim. Para a leveza, para a comunicação, a tranquilidade. Mas com a mesma personalidade forte e determinação. Avante!