Nada pronto
Quarenta dias e nada pronto.
Lembro um ano e pouquinho atrás: papelada, documentos, energia a todo vapor para enfrentar o novo caminho. Menos as malas. De uma forma ou de outra, eu não queria arrumá-las só pra manter mais um pouquinho aquela sensação de que eu estava em casa e não estaria indo a lugar algum. Não fosse minha mãe me levando pra comprar umas blusinhas novas e uns "pijaminhas decentes", eu teria desembarcado na America com uma mochila de acampamento nas costas, brincos comprados na praia e a velha sandália havaianas.
Agora, na hora de voltar, me vejo no mesmo dilema. E dessa vez sem a ajuda da mamãe pra fazer caber tudo na mala, que, por sinal, ainda tenho que comprar! A parte boa é que, aos poucos, a vontade de voltar pra casa está crescendo dentro de mim, mesmo eu achando que "a casa" que eu quero mesmo, ainda está longe de conquistar. Pelo menos, aos poucos eu vou me lembrando de cada cheiro, cada cara, cada gosto, cada música, cada momento. E isso me faz ter saudade do lugar que me pertence e ao qual eu sempre pertenci.
"I'm going home
to the place where I belong...."

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